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URI Santiago aprova projeto de mais de um milhão no edital Polos 2014/1

29/09/2014

A preocupação com o meio ambiente está cada vez mais presente nas ações humanas, e deve ser um dos condicionantes a ser considerado em qualquer atividade para a preservação e manutenção dos recursos naturais. A utilização de recursos renováveis, a redução de consumo de recursos não renováveis, a reutilização e reciclagem desses, tornam as intervenções do homem menos agressoras ao ambiente natural.

 

A construção civil, principalmente fora dos grandes centros urbanos, utiliza métodos construtivos tradicionais apresentando altos índices de desperdício, gerando uma grande quantidade de resíduos. Colombo e Bazzo (2001) citam estudo nacional (75 empresas e 85 canteiros), realizado por professores da Escola Politécnica da USP, o qual constatou perdas de 2,5% a 133%, demonstrando que em média o desperdício supera os 30% estimados. Dessa forma, a geração de resíduos sólidos da construção civil, popularmente conhecidos como entulho, é algo considerável. Segundo o Plano de Gestão Integrado de Resíduos Sólidos do município de Santiago (2013), no período de 2012/2013, o volume de resíduo coletado (entulho) foi de 3,7 toneladas/dia.

 

Para que se possa ir de encontro com a sustentabilidade, devem-se minimizar os desperdícios do setor da construção civil e reaproveitar os resíduos que inevitavelmente são gerados, afim de que esses não sejam depositados em locais indevidos, como terrenos baldios, nascentes, riachos, etc. Reduzir o impacto ambiental causado pela destinação indevida dos Resíduos Sólidos da Construção Civil através de políticas de gestão e conscientização, reutilização e reciclagem dos resíduos, potencializando novas formas de destinação, contribuir positivamente não só para o meio ambiente, possibilitar a criação de emprego e renda através da implantação de usinas de reciclagem e criar novos componentes construtivos, a base de resíduos, para serem aplicados principalmente nas habitações de interesse social da região do Vale do Jaguari/RS, são alguns dos objetivos de um projeto proposto por professores do curso de Arquitetura e Urbanismo da URI Santiago e aprovado pela Secretaria de Ciência Inovação e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul (SCIT) – órgão financiador do projeto.

 

O projeto “Novos Produtos a partir de resíduos da indústria da construção civil no Vale do Jaguari”, aprovado pela URI Santiago, através do Polo de Modernização Tecnológica do Vale do Jaguari no Edital POLOS 20144/01, no valor de R$ 1.280.000,00 (R$ 996.000,00 vindos a fundo perdido do Estado do RS e R$ 284.000,00 contrapartida da URI Santiago) contempla um conjunto de equipamentos que irão permitir analisar qualitativa e quantitativamente os resíduos da construção civil submetendo-os a processos de seleção, trituração e moagem, de forma que se tornem componentes para novos produtos. Segundo o professor Clovis Fernando Ben Brum, Gestor do Polo de Modernização Tecnológica do Vale do Jaguari, de imediato, tem-se como objetivo a produção de pelo menos seis elementos construtivos destinados à pavimentação, alvenaria, isolamento e revestimentos. De acordo com os professores Clovis e Rodrigo Pinto, coordenador do projeto, o desenvolvimento e difusão dessa tecnologia  será um avanço considerável para a nossa região e certamente se traduzirá em geração de emprego e renda, além de exemplo de cuidado com o meio ambiente em uma universidade comunitária situada em uma cidade Educadora.

 

Para o Diretor Geral da URI Santiago, professor Francisco Assis Gorski, é uma satisfação ver a Universidade fazendo o seu papel, “crescendo e se consolidando no campo da pesquisa em busca de novas tecnologias que se firmem como alternativas decisivas para o desenvolvimento regional”, afirmou.

 

URI SANTIAGO APOSTA NO REAPROVEITAMENTO DE RESIDUOS DA INDÚSTRIA MOVELEIRA- A Universidade, através do PMTVJ- Polo de Modernização Tecnológica do Vale do Jaguari, com projeto intitulado “Otimização da matéria-prima com vistas ao reaproveitamento dos resíduos descartados pela indústria moveleira de Santiago – RS” coordenado pela Prof. Nelcy Brum, está investindo pesado na indústria moveleira regional. Recentemente recebeu equipamentos de última geração objetivando o desenvolvimento de tecnologias de aproveitamento de resíduos dessa atividade. Até o momento foram entregues para a empresa ECOLINE, parceira do projeto, 17 projetos de novos produtos para a construção de protótipos que serão testados, e, caso aprovados, disponibilizados ao mercado. O objetivo principal desse projeto é o desenvolvimento de uma placa divisória para habitações de interesse social a partir dos resíduos finais da indústria moveleira. De acordo com a equipe do projeto, essas alternativas vêm despertando interesses além dos horizontes do Vale do Jaguari onde se incluem universidades, empresas e meios de comunicação.

 

 

 

 

As imagens mostram a chegada e a colocação de equipamentos no interior do laboratório de marcenaria da URI Santiago

 

 

As imagens ilustram a fachada da empresa parceira ECOLINE, a reunião entre os técnicos e bolsistas do projeto com moveleiros e o interior do galpão da ECOLINE com resíduos recolhidos nas empresas parceiras e já selecionados para a produção dos protótipos

 

*Informações para a reportagem do professor Clovis Brum

 

Núcleo de Comunicação

URI- Santiago


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