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FIES e outras demandas em discussão em Santiago

30/03/2015

O dia 26 de março passou, mas as marcas que ele deixou não. Na URI Santiago, aconteceu uma mobilização pela educação, a qual procurou envolver, não apenas acadêmicos da instituição, mas sim, todos os estudantes de Santiago. Chamado de 26-M: Dia Nacional de Luta da Educação, teve o apoio do Diretório Central de Estudantes Cleo Adriano Sabadi Bonoto, reunindo em torno de 100 participantes. A atividade ocorreu na parte da noite, iniciando com discussão sobre a conjuntura política do Brasil e porque precisamos falar sobre o FIES. Participou um estudante da UFSM, de Serviço Social, Rodson Casanova. O 26 de março é significativo para a luta pela educação brasileira porque foi o dia que o estudante Edson Luis morreu, em pleno regime militar, por defender os direitos dos estudantes.

 

As colaboradoras Rita Nicola e Tatiana Ávila (do Serviço de Apoio Educacional), conversaram com os participantes. Tatiana colocou a todos a posição da Universidade. Explicou que a URI é comunitária, não recebe auxílio municipal, estadual ou federal. “Estamos em uma situação tão complicada quanto o aluno. Estamos acompanhando, solidários aos alunos, e porque precisamos do FIES também”. A colaboradora aproveitou o momento oportuno da quinta-feira para acabar com boatos de que a Universidade não receberia mais alunos com FIES. Inclusive, a URI terá uma agenda em Brasília no próximo dia 02 para tratar da situação.

 

Falando aos alunos, Tatiana explicou que até dezembro, viveu-se uma situação: “Os alunos contratavam tranquilo. Foi uma surpresa para todo mundo o que ocorreu a partir de janeiro. Em nenhum momento a Universidade impôs limite para a adesão”, afirmou. A URI aderiu a proposta do FIES, acreditando ser uma boa alternativa para os alunos cursarem o ensino superior. Uma prova disso é que em 2010 eram 150 alunos com FIES, hoje, são em torno de 900.

 

Conforme Daniele Gindri, uma das participantes do movimento e integrante do DCE, a partir da sexta-feira (27) os estudantes que participaram da mobilização já começariam reuniões para deliberar as próximas ações e mobilizações.

 

O movimento tem um grupo no Facebook, o qual salienta que o ano de 2015 começou com cortes nas áreas sociais, sendo a mais atingida a Educação. Foram mais de 7 bilhões de reais de cortes. O impacto disso na realidade de cada universidade, seja privada ou pública, já é sentido pelos estudantes, professores, técnico-administrativos e terceirizados. Se você quiser participar, o nome do grupo é 26 M- A Luta pela Educação Continua.

 

Portanto, além de indignação frente a atual situação, a mobilização busca solidarizar-se com os estudantes que estão prejudicados.  O grupo possui as seguintes pautas:

- Educação é um direito e não um favor
- Liberação imediata do FIES
- Anistia aos inadimplentes
- Transparência nas contas das Universidades
- Ouvidoria On Line específica do MEC sobre os problemas do FIES




 

 

Tatiana e Rita: momento de trocas com os estudantes

 

Fotos: NUCOM

 

 

Saiba mais:
O MEC, a partir deste semestre, impôs um teto máximo permitido para o aluno aditar e contratar. Para aditamento a regra é: só podemos liberar o aditamento no valor de 6,4% a mais que o valor que o aluno aditou no semestre anterior. Desta forma, o MEC e FNDE ignoram o percentual que o aluno contratou de FIES; ignoram o ajuste real, auditado e justificado no valor dos créditos da universidade, que foi de 8%; e principalmente, ignora o fato dos cursos terem uma alteração no número de créditos a serem cursados em cada semestre. Todos os cursos da URI Santiago estão cadastrados no sistema E-MEC. Todos estão avaliados pelo próprio MEC, ou seja, estão aprovados com esta grade curricular. Por exemplo, um aluno que cursou 20 créditos no semestre passado e neste semestre precisa fazer 24 créditos, não conseguirá incluir no FIES estes 4 créditos a mais.

 

A URI faz parte do COMUNG e da ABRUG, e, através destas representações, já ocorreram duas reuniões em Brasília com representantes do FNDE e MEC. Nesta quinta (02), há novamente um horário agendado em Brasília para discutir assuntos do FIES.

 

Fonte: SAE

 

Núcleo de Comunicação

URI- Santiago


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